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O impacto da LGPD na logística

Esse ano deve ser marcado por profundas transformações no modo como as empresas coletam, tratam e excluem os dados pessoais. Você já recebeu e-mails de remetentes que não conhecia ou teve informações confidenciais compartilhadas? Pois esse cenário deve mudar nos próximos meses.

As leis brasileiras atuais não contemplam de forma clara como as empresas devem se portar em relação aos dados pessoais e privacidade. Em casos de vazamentos de dados — que ocorrem cada vez mais em decorrência dos ataques de hackers — as pessoas podem ser lesadas e não há nenhuma segurança para a proteção.

A LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — entra em vigor no Brasil em agosto e estabelecerá regras e normas que empresas e outras organizações terão que seguir para permitir que as pessoas tenham mais conhecimento e controle sobre o tratamento referente aos seus dados pessoais.

As organizações devem seguir alguns passos para estarem em conformidade com a nova lei, como proteger a identidade dos usuários, ter controle aos acessos — com a garantia de que somente pessoas autorizadas poderão ter acesso aos dados. 

Como os cidadãos terão direito de saber como os dados pessoais são utilizados pelas empresas, eles terão mais poder de decisão nos momentos de compra e as empresas precisarão conquistar a confiança dos consumidores ou possíveis compradores.

Com a chegada da LGPD, os impactos ocorrerão em áreas como e-commerce, varejo, bancos e etc. Porém, principalmente para os e-commerces, a logística também precisará adaptar-se às novas normas.

Além da loja, que terá as responsabilidades sobre os dados, quem realiza a entrega dos pedidos também tem contato direto com as informações sobre o comprador como:

  • Nome;
  • Endereço;
  • Telefone;
  • Documentos;
  • Outras informações.

As empresas de logística deverão buscar alternativas seguras para protegerem os clientes contra possíveis vazamentos de dados. Mesmo que elas não sejam as responsáveis pela coleta das informações, pelo fato de existir esse contato, elas devem estar em conformidade com a nova lei.

O planejamento deve envolver todas as áreas de operação e o que é realizado com os dados desde o momento que a empresa os recebe até a finalização da entrega — se eles são excluídos ou mantidos na base de dados.

Com a necessidade de cuidar de informações sigilosas, as organizações podem rever como os processos estão conectados, quais são os possíveis riscos de ataques e se preparar com as mais diversas tecnologias para garantir a satisfação do consumidor final por meio da construção da confiança ao estar adequada à nova lei.